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Fisioterapia após prótese de quadril: guia da rotina

Saiba como a fisioterapia após prótese de quadril ajuda a retomar a caminhada, sentar e usar escadas, respeitando a carga liberada e os cuidados individuais.

Equipe Focus Saúde

A fisioterapia após prótese de quadril ajuda você a voltar a caminhar, sentar, levantar e usar escadas com segurança. Ela costuma começar no hospital, mas o apoio permitido na perna, os movimentos e a progressão dependem da cirurgia e das orientações da equipe. Não existe uma sequência única que sirva para todos.

Na recuperação da artroplastia, cirurgia que substitui a articulação por uma prótese, o objetivo é recuperar autonomia sem ultrapassar os cuidados prescritos. As orientações abaixo ajudam a organizar a rotina, mas não substituem seu plano de alta.

Por Equipe Focus Saúde.

Quando começa a fisioterapia após prótese de quadril e quais são os primeiros objetivos

A reabilitação geralmente começa ainda na internação. Para artroplastias primárias eletivas, ou seja, primeiras cirurgias programadas de substituição da articulação, a NICE recomenda oferecê-la no dia da operação, se possível, e em até 24 horas.

Esse início é hospitalar: não significa que você precise comparecer à clínica imediatamente após a alta. A equipe considera suas condições clínicas para orientar a mobilização, os exercícios domiciliares e as atividades diárias.

Os primeiros objetivos costumam incluir:

  • Aprender a sair da cama e mudar de posição respeitando as precauções.
  • Treinar a caminhada com o dispositivo de apoio indicado.
  • Praticar movimentos necessários para usar cadeira e banheiro.
  • Entender quais exercícios fazer em casa e quando pedir ajuda.

Antes de sair do hospital, confirme a carga autorizada, as restrições e como será a continuidade do acompanhamento. Se alguma orientação não estiver clara, peça uma demonstração.

Como caminhar com apoio e respeitar a carga liberada

Você deve caminhar com o apoio e a quantidade de peso liberados pela equipe assistente. Segundo o INTO, essa autorização depende do tipo de cirurgia: ter uma prótese não significa, por si só, poder colocar todo o peso na perna operada.

A carga pode ser limitada ou liberada conforme o caso. Se a prescrição mencionar apoio parcial, peça ao fisioterapeuta que ensine como reproduzi-lo. Tentar calcular sozinho quanto peso colocar no chão pode gerar uma marcha diferente da planejada.

Andador, muletas ou bengala precisam de ajuste e treinamento. A sequência entre o dispositivo e os passos depende da carga permitida, do equilíbrio e da força; por isso, deve ser demonstrada presencialmente.

  • Prefira trajetos planos, iluminados e livres de tapetes soltos.
  • Use calçados firmes nos pés e evite pisos molhados.
  • Faça percursos compatíveis com a orientação recebida, com pausas se necessário.
  • Para mudar de direção, use passos pequenos, sem girar bruscamente sobre a perna operada.

Não abandone o apoio apenas porque a dor diminuiu. A retirada também depende da qualidade da caminhada e do controle da perna.

Homem sentado em cadeira firme com braços mantém a perna operada à frente durante a recuperação do quadril.

Como adaptar a cadeira e os movimentos de sentar e levantar

Uma cadeira firme, estável e com braços costuma facilitar essas tarefas. A altura deve permitir que você se sente sem ultrapassar a flexão de quadril autorizada, mantendo apoio seguro dos pés.

Assentos baixos e sofás muito macios podem dificultar a saída e exigir maior dobra do quadril. Evite improvisar altura com almofadas que escorreguem. Adaptações no vaso sanitário também devem ser avaliadas conforme sua necessidade.

Dentro das precauções prescritas, a cartilha do INTO orienta utilizar os braços e a perna não operada como apoio, mantendo a operada estendida à frente ao sentar. Uma sequência a treinar com o fisioterapeuta é:

  1. Aproxime-se da cadeira até perceber o assento atrás das pernas.
  2. Posicione a perna operada mais à frente, conforme a orientação recebida.
  3. Apoie as mãos nos braços da cadeira e desça devagar, sem se jogar.
  4. Para levantar, use os braços da cadeira e os apoios permitidos, sem puxar um andador solto.

O posicionamento exato depende das suas restrições. Não force uma inclinação do tronco nem uma amplitude que a equipe tenha proibido.

Como subir e descer escadas durante a recuperação

No treino descrito pelo INTO, a perna não operada inicia a subida e a operada inicia a descida. Essa referência deve ser aplicada respeitando a carga autorizada e a técnica ensinada pelo fisioterapeuta.

No começo, pode ser necessário vencer um degrau por vez, reunindo os pés no mesmo degrau antes de continuar. O uso de corrimão, muleta ou outro apoio precisa ser treinado: não tente adaptar sozinho o andador a uma escada.

  • Na subida, avance primeiro a perna não operada, seguindo depois a sequência orientada para a operada e o apoio.
  • Na descida, posicione o apoio conforme o treino e avance a perna operada antes da não operada.
  • Mantenha as mãos disponíveis para os apoios, sem carregar objetos.
  • Peça acompanhamento se ainda houver insegurança, fraqueza ou dificuldade de equilíbrio.

Se sua casa tem escadas, avise a equipe antes da alta. A altura dos degraus e a presença de corrimão influenciam o planejamento.

Por que as restrições e a progressão dos exercícios precisam ser individuais

As precauções variam conforme a técnica cirúrgica, a estabilidade do quadril e as condições de cada pessoa. Por isso, você não deve copiar os limites de movimento ou os exercícios de alguém que fez uma cirurgia semelhante.

Conforme o Guy’s and St Thomas’ NHS Foundation Trust, as precauções devem seguir o plano do cirurgião. Quando prescritas por um período, precisam ser respeitadas. Isso inclui eventuais limites para dobrar o quadril, cruzar as pernas ou realizar rotações, sem transformar essas restrições em regras universais.

A recuperação pode levar vários meses. O NHS orienta seguir os exercícios prescritos e caminhar diariamente dentro do conforto e das liberações recebidas. Aumentar distância, resistência ou dificuldade depende também da resposta após a atividade, do equilíbrio e do controle do movimento.

Se você passa a mancar mais ou apresenta piora persistente depois dos exercícios, procure o fisioterapeuta para revisar a progressão.

Quais alterações exigem contato com a equipe cirúrgica

Vermelhidão, saída de líquido pela ferida e aumento da dor na articulação operada exigem avaliação médica, conforme o NHS inform. Não espere a próxima sessão de fisioterapia para relatar essas mudanças.

Também procure orientação prontamente diante de febre, abertura da ferida ou inchaço novo e importante em uma perna, especialmente com dor na panturrilha. Esses sinais não confirmam uma complicação, mas precisam ser investigados.

Falta de ar súbita, dor no peito ou desmaio exigem atendimento de emergência. Dor intensa e repentina no quadril, deformidade ou incapacidade nova de apoiar a perna também precisam de avaliação urgente. Não tente reposicionar a articulação.

Perguntas frequentes

Posso dormir de lado depois da cirurgia?

Depende das precauções e da liberação da equipe. Confirme quais posições são permitidas e se precisa de apoio entre as pernas. Não adote uma posição apenas porque ela funcionou para outra pessoa.

Quando posso voltar a dirigir?

Não há um prazo único. A decisão envolve o lado operado, o tipo de veículo, o controle da perna e a capacidade de reagir com segurança. Peça liberação à equipe antes de dirigir.

Preciso fazer os exercícios mesmo nos dias de fisioterapia?

O programa domiciliar deve indicar frequência e volume, inclusive nos dias de sessão. Não some séries por conta própria: confirme como distribuir exercícios, caminhadas e descanso.

Para adaptar essas tarefas à sua cirurgia e à sua casa, procure uma avaliação individual com um fisioterapeuta. Você pode conhecer o serviço de fisioterapia ortopédica da Focus Saúde, em Ribeirão Preto, que atende a reabilitação pós-operatória com planejamento individualizado.

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